O Nate Silver é um estudioso de estatística. O interessante no trabalho dele é as informação secundária que se consegue explorando resultados de pesquisa. Nesse talk, ele tentou chegar nos motivos pelos quais a questão racial ainda é determinante em algumas regiões americanas. Tudo à partir dos painéis dos resultados da eleição presidencial americana. Logo em seguida, Alex Tabarrok pediu entusiasmo e insistência na questão global. Ele acha que as soluções só servem se forem para todos. Engraçado como outros acharam exatamente o contrário, que quanto mais tribalizado, específico e personalizado, mais eficiente. Algumas contradições nesse sentido por aqui.
Bruce de Bueno Mesquita | Ainda não sei se ele é só um Oswald de Souza. Segundo o seu discurso, é possível prever tudo o que vai acontecer em termos de política, decisões internacionais, relações diplomáticas. Tudo à partir da apuração mais real o possível dos fatos. E algumas equações matemáticas.
Nicholas Negroponte apareceu para dar um oi, e dizer que o OLPC vai bem obrigado, é um sucesso. Basta ver a quantidade de Netbooks que invadiram o mercado nos últimos tempos. Que não nem nada a ver com o olpc, mas certamente foram inspirados por ele.
Para fechar o Predict,Dan Ariely, um estudioso do comportamento. Depois de ter 75% do corpo queimado severamente, compara a falta de método das enfermeiras ao fazer seus curativos e pricipalmente, retirar suas bandagens. Rápdio ou devagar? De cima pra baixo ou de baixo pra cima? A conclusão é que elas deviam perguntar para ele qual o melhor jeito, ou pelo menos, confiar na sua intuição, antes de decidir. A dor era dele, afinal de contas. Curioso. Bem, daí a aplicar esse raciocínio no mercado de capitais, ficou fora do meu alcance.
Saturday, February 7, 2009
Sexta-Feira | TED Party by Gucci
Ah, claro. Até parece. Minha turma é outra. Fora que amanhã o TED começa às 8:30. Boa noite.
Sexta-Feira | 10.Dare
Capacitor | Sorry, eu não saquei. Mezzo Cirque du Soleil, mezzo Momix, sem nunca chegar realmente em algo palatável. Deu sono. Música chata. Eu não tenho sensibilidade pra isso, acho. Vê aí. Não é para mim.
Ueli Gegenschatz | Asa Delta, depois paraglider, depois paraquedas. Depois speedriding. Depois basejumping. Depois stunts. Depois wingsuit. Ou seja, o rapaz é um suicida profissional. Mas absolutamente incompetente uma vez que ainda está entre nós. Ironicamente, o Ueli é patrocinado por RedBull, que pelo jeito não te dá aaaasaas coisa nenhuma. E se tem um cara que merecia ter umas asas, é esse.

Mary Roach | Escritora, falou sobre o orgasmo, sua história, algumas lendas, uma piadas e outras curiosidades. Mais para um clube de comédia do que para o TED, certo?
Lena Maria Kingvall | O momento que eu temia no TED: pessoas com deficiências. Americanso chamam isso de Tear-Jerker. Lena Maria Kingvall nasceu sem nenhum dos braços ou das mãos. E uma das pernas tem metade do tamanho da outra. No mais, uma criança normal. Campeã de natação, escritora, calígrafa e cantora. Claro que é uma história linda de como enxergar a vida pelo que o que ela oferece e representa. Um exemplo de otimismo, força e independência. Uma inspiração. Mas no TED achei fora de contexto. As paraolimpíadas já judiaram bem dos espectadores nas suas casas. Pra quê fazer isso com a gente aqui nesse lugar estranho. Foi legal, mas um tanto desnecessário. Como um comercial de uns 15 anos atrás onde uma inglesa deficiente, sem braços, fazia o seu próprio café da manhã. Como diria um famoso filósofo argentino: "No precissa."
Ueli Gegenschatz | Asa Delta, depois paraglider, depois paraquedas. Depois speedriding. Depois basejumping. Depois stunts. Depois wingsuit. Ou seja, o rapaz é um suicida profissional. Mas absolutamente incompetente uma vez que ainda está entre nós. Ironicamente, o Ueli é patrocinado por RedBull, que pelo jeito não te dá aaaasaas coisa nenhuma. E se tem um cara que merecia ter umas asas, é esse.
Mary Roach | Escritora, falou sobre o orgasmo, sua história, algumas lendas, uma piadas e outras curiosidades. Mais para um clube de comédia do que para o TED, certo?
Lena Maria Kingvall | O momento que eu temia no TED: pessoas com deficiências. Americanso chamam isso de Tear-Jerker. Lena Maria Kingvall nasceu sem nenhum dos braços ou das mãos. E uma das pernas tem metade do tamanho da outra. No mais, uma criança normal. Campeã de natação, escritora, calígrafa e cantora. Claro que é uma história linda de como enxergar a vida pelo que o que ela oferece e representa. Um exemplo de otimismo, força e independência. Uma inspiração. Mas no TED achei fora de contexto. As paraolimpíadas já judiaram bem dos espectadores nas suas casas. Pra quê fazer isso com a gente aqui nesse lugar estranho. Foi legal, mas um tanto desnecessário. Como um comercial de uns 15 anos atrás onde uma inglesa deficiente, sem braços, fazia o seu próprio café da manhã. Como diria um famoso filósofo argentino: "No precissa."
Friday, February 6, 2009
Sexta-Feira | 9.Grow
Natasha Tsakos | Eu achei na verdade tudo um pouco cafona, mas a idéia dela não é ruim. Essa menina, a Natasha, era uma artista de rua, dessas que imitam estátua, de rosto pintado, roupas engraçadas pra fazer um troquinho. Aí ela resolveu levar essa habilidade mímica para o teatro e usar a tecnologia (projeções, efeitos sonoros, etc.) a seu favor. O resultado não é grande coisa. MAs acho que o personagem que ela criou, o Zero, tem um potencial de licensing violento. É esperar para ver.

David Merrill | Na série de palestras curtinhas de 7 ou 8 minutos David Merril causou espécie: com uns brinquedinhos que são pequenos blocos com chips e mini-telinhas de lcd. O genial é a interação entre eles, e as possibilidades de uso. Os programas que correm dentro deles podem ser super primários mas são muito divertidos e educativos. Claro que ele trabalha no MIT também.
Rosamund Zander | Uma decepção. Esposa do incrívelmente carismático maestro Ben Zander, figurinha carimbada do TED, Dona Rosamund fez talvez o talk mais chato do ano. Sem ritmo, sem certeza, sem graça. Nada a ver com o marido. Uma pena. Seu ritmo estava tão arrastado que o Cris Anderson teve que entrar e pedir para dar uma acelerada. Sentada numa poltrona, falou com tão pouca convicção que eu juro que não me lembro sobre o que era a palestra. Ah, lembrei. Sobre o seu próximo livro, "Manual Para Adultos". A não ser que seja pornografia pesada, provavelmente ninguém vai se interessar.
Dickson Despommier | High Rise Farmer. Isso significa fazendeiro vertical. O projeto impecável deste coroa é a implantação de fazendas de agricultura verticais. Você já deve ter visto uns 3ds legais por aí: 15, 20 andares de alface, tomate, cenoura, temperos. Só tem vantagens. De fato, do modo como foi pensado, o sistema todo se auto-sustenta direitinho. No final você fica se perguntando: "Ué, mas porque é que isso ainda não existe?" Boa pergunta. Sem resposta ainda.
No meio destas palestras visionárias pintou o fundador e CEO do Twitter, Evan Williams. Falou de como surgiu o site e o quanto ele acredita na ferramenta como um serviço real time de conexão, cooperação e convivência. Aí explicou como funcionam os novos searches da empresa. Como tornar isso viável comercialmente ele não explicou. Foi rápido e direto. Bem Twitter. Durante os 3 minutos do talk dele, mais de 50 mensagens foram escritas falando sobre ele, no TED naquele momento.
Willie Smits | Esse cidadão holandês, viu numa feira na Indonésia um filhote de orangotango à venda, enjaulado, e em péssimas condições. Voltou na mesma feira no dia seguinte, e viu o macaquinho no lixo, agonizante. E foi nessa hora que começou a virada na carreira desse cara: de agronomista, biólogo e reflorestador, para o maior protetor da espécie do mundo, responsável por um santuário de 1000 orangotangos. No meio de Bornéu, conseguiu uma área devastada e desacreditada, e em 7 anos, com todo o conhecimento técnico, recriou uma floresta tropical toda monitorada por satélites, planejada em detalhes, e fonte de renda de um sem número de famílias locais. E os Orangotangos lá, seguros e felizes da vida. A platéia foi muito calorosa, aplaudindo de pé por um bom tempo. Chris Anderson disse emocionado: "Você é um dos heróis do planeta. Obrigado."

David Merrill | Na série de palestras curtinhas de 7 ou 8 minutos David Merril causou espécie: com uns brinquedinhos que são pequenos blocos com chips e mini-telinhas de lcd. O genial é a interação entre eles, e as possibilidades de uso. Os programas que correm dentro deles podem ser super primários mas são muito divertidos e educativos. Claro que ele trabalha no MIT também.
Rosamund Zander | Uma decepção. Esposa do incrívelmente carismático maestro Ben Zander, figurinha carimbada do TED, Dona Rosamund fez talvez o talk mais chato do ano. Sem ritmo, sem certeza, sem graça. Nada a ver com o marido. Uma pena. Seu ritmo estava tão arrastado que o Cris Anderson teve que entrar e pedir para dar uma acelerada. Sentada numa poltrona, falou com tão pouca convicção que eu juro que não me lembro sobre o que era a palestra. Ah, lembrei. Sobre o seu próximo livro, "Manual Para Adultos". A não ser que seja pornografia pesada, provavelmente ninguém vai se interessar.
Dickson Despommier | High Rise Farmer. Isso significa fazendeiro vertical. O projeto impecável deste coroa é a implantação de fazendas de agricultura verticais. Você já deve ter visto uns 3ds legais por aí: 15, 20 andares de alface, tomate, cenoura, temperos. Só tem vantagens. De fato, do modo como foi pensado, o sistema todo se auto-sustenta direitinho. No final você fica se perguntando: "Ué, mas porque é que isso ainda não existe?" Boa pergunta. Sem resposta ainda.
No meio destas palestras visionárias pintou o fundador e CEO do Twitter, Evan Williams. Falou de como surgiu o site e o quanto ele acredita na ferramenta como um serviço real time de conexão, cooperação e convivência. Aí explicou como funcionam os novos searches da empresa. Como tornar isso viável comercialmente ele não explicou. Foi rápido e direto. Bem Twitter. Durante os 3 minutos do talk dele, mais de 50 mensagens foram escritas falando sobre ele, no TED naquele momento.
Willie Smits | Esse cidadão holandês, viu numa feira na Indonésia um filhote de orangotango à venda, enjaulado, e em péssimas condições. Voltou na mesma feira no dia seguinte, e viu o macaquinho no lixo, agonizante. E foi nessa hora que começou a virada na carreira desse cara: de agronomista, biólogo e reflorestador, para o maior protetor da espécie do mundo, responsável por um santuário de 1000 orangotangos. No meio de Bornéu, conseguiu uma área devastada e desacreditada, e em 7 anos, com todo o conhecimento técnico, recriou uma floresta tropical toda monitorada por satélites, planejada em detalhes, e fonte de renda de um sem número de famílias locais. E os Orangotangos lá, seguros e felizes da vida. A platéia foi muito calorosa, aplaudindo de pé por um bom tempo. Chris Anderson disse emocionado: "Você é um dos heróis do planeta. Obrigado."
Sexta-Feira | 8.Discover
Cientistas | Nessa seção diurna, alguns personagens interessantes: Evan Schwartz pesquisou as origens históricas do Mágico de OZ. Thelma Golden é uma curadora de arte afro-americana; deu uma palestra xoxa, apesar do assunto ser legal na teoria. Muito monocórdica. A Psicóloga Jennifer Mather também não tinha muito carisma, mas o seu assunto era ótimo: comprovar a existência de inteligência avançada em moluscos, mais específicamente no polvo. E de fato, em alguns momentos esses bichos quase que raciocinam.
Depois dela veio a Nalini Nadkarni , uma cientista/ecologista especializada em árvores na Costa Rica. Com uma palestra além de inspirada, tenta desmistificar o cientista como um cara de avental branco e prancheta na mão. E mistura música, esportes, cinema ao seu trabalho. Melhor ainda, conseguiu fazer uma Barbie edição especial, a Escaladora de Árvores. Super inteligente e envolvente.
Bonnie Bassler deu a melhor palestra desse bloco. Com um raciocínio super linear e organizado, carregou a platéia de uma descoberta para outra. Movida por pura curiosidade, ela avançou como ninguém havia avançado antes no estudo do comportamento de grupo das bactérias. Seja estudando bioluminescência ou na síntese de novas curas via cultura de bactérias, ela promoveu um assunto quase invisível a uma pauta importante, otimista e admirável.
No fim ainda veio o Nathan Wolfe, um pesquisador de vírus na Africa que tem um projeto de previsão de vírus , através do controle e monitoramento das atividades de caça dos povos nativos. Aparentemente, ele estava mais realizado de estar no TED do que com os resultados do seu trabalho. Mesmo assim foi esclarecedor.
Depois dela veio a Nalini Nadkarni , uma cientista/ecologista especializada em árvores na Costa Rica. Com uma palestra além de inspirada, tenta desmistificar o cientista como um cara de avental branco e prancheta na mão. E mistura música, esportes, cinema ao seu trabalho. Melhor ainda, conseguiu fazer uma Barbie edição especial, a Escaladora de Árvores. Super inteligente e envolvente.
Bonnie Bassler deu a melhor palestra desse bloco. Com um raciocínio super linear e organizado, carregou a platéia de uma descoberta para outra. Movida por pura curiosidade, ela avançou como ninguém havia avançado antes no estudo do comportamento de grupo das bactérias. Seja estudando bioluminescência ou na síntese de novas curas via cultura de bactérias, ela promoveu um assunto quase invisível a uma pauta importante, otimista e admirável.
No fim ainda veio o Nathan Wolfe, um pesquisador de vírus na Africa que tem um projeto de previsão de vírus , através do controle e monitoramento das atividades de caça dos povos nativos. Aparentemente, ele estava mais realizado de estar no TED do que com os resultados do seu trabalho. Mesmo assim foi esclarecedor.
Um pianista
Eric Lewis | Não posso começar o post de hoje sem falar no Eric Lewis. Ele já tocou duas vezes aqui no TED. Ontem e hoje. Não grava discos, só se apresenta ao vivo. Não tenho muita certeza como defini-lo mas o que chega mais perto é que ele se situa em algum lugar entre o grotesco e o sublime. Um cara grande, preto, com um cabelasso black-power e que toca um piano clássico com interferência de ódio, violência e jazz. Lembra o Thelônius, lembra o Jimmy Hendrix. Só vendo para entender. Vale a pena procurar. Acho que no YouTube pode ter algo.
Quinta-Feira | 7.Dream
É hora de apresentar os TED Prize Winners. Antes, mostraram os vencedores do ano passado e como seus desejos (cada premiado tem direito a um desejo) foram atendidos. Teve o Dave Eggers com o Once Upon A School, a Kara Armstrong com o Charter for Compassion, e o Neil Turok com o African Einstein.
Prize Winner | Jill Tarter O filme "Contact" com a Jodie Foster foi baseado na figura insistente e petulante dessa senhora. Diretora do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), vem há décadas tentando achar alguma prova real da existência de vida inteligente fora do nosso sistema solar. Matematicamente é impossível que não haja, e o desejo dela é: promover uma grande busca de toda a humanidade (menos os criacionistas) por evidências de que nós não estamos sozinhos no Universo. Essa moça precisa ir pra Varginha. Ou São Tomé das Letras. Discurso legal, mas difícil.
Prize Winner | Sylvia Earle Uma velhinha que tem 6.000 horas debaixo da água. Mais de 50 expedições submarinas em todos os cantos do planeta. Abriu 5 empresas de trajes submarinos, veículos para andar em grandes profundidades, etc. Fez um discurso bonito, empolgado e emocionante. Seu pedido para o TED: "Usar tudo o que estiver ao seu alcance, filmes, expedições, internet, publicidade, para criar um network mundial de áreas marinhas protegidas, criando hope spots grandes o suficiente para salvar e recuperar o oceano, coração azul do planeta." Foi muito aplaudida e logo de cara, na platéia uma produtora americana e um diretor indiano se ofereceram para produzir e filmar qualquer material que ela venha a precisar nesse projeto.
Prize Winner | José Abreu Talvez este tenha sido o motivo que me trouxe até o TED. Quem me conhece sabe a minha obsessão nesse último ano pelo brilhante maestro Gustavo Dudamel. José de Abreu é o maestro responsável pela criação do El Sistema, um programa de educação musical clássica (onde foi inventado o Dudamel) disponível para TODAS as crianças venezuelanas. Em qualquer cidade, vila, bairro, fim de mundo (que não devem ser poucos lá) tem uma escola do El Sistema. Se houver 1 único aluno, vai haver um professor. Esse programa hoje conta com 300 mil alunos regulares, fora os que desistem, ou nem se interessam. É uma visão tão romântica do mundo, que é impossível não se emocionar. Fez seu discurso gravado em espanhol, austero, solene e elaborado. Entrou na sequência via satélite de Caracas e fez seu TED wish: "Descobrir e desenvolver 50 jovens talentos apaixonados por música e justiça social (olha o Chaves!) nos EUA e no mundo." Uma missão artística e política ao mesmo tempo. Acho fácil.
Para fechar de forma sublime, Gustavo Dudamel entra ao vivo de Caracas com a Orquestra Jovem Simón Bolívar e rege um Mahler cheio de energia e força. Na sequência, marcou o TED para sempre com a clássica Danzón nº2 de Arturo Marquez , que eu sempre obrigo todo mundo a escutar no meu carro.
O auditório veio a baixo. Gente se abraçando, chorando. Aqui em Palm Springs e lá em Long Beach. TODO MUNDO de pé, aplaudindo por uns 5 minutos, sem parar. O Chris Anderson perdeu a voz, engasgou. Foi um daqueles momentos que nunca mais você esquece. E eu estava ali, vendo a história ser escrita. Que sorte.
Prize Winner | Jill Tarter O filme "Contact" com a Jodie Foster foi baseado na figura insistente e petulante dessa senhora. Diretora do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), vem há décadas tentando achar alguma prova real da existência de vida inteligente fora do nosso sistema solar. Matematicamente é impossível que não haja, e o desejo dela é: promover uma grande busca de toda a humanidade (menos os criacionistas) por evidências de que nós não estamos sozinhos no Universo. Essa moça precisa ir pra Varginha. Ou São Tomé das Letras. Discurso legal, mas difícil.
Prize Winner | Sylvia Earle Uma velhinha que tem 6.000 horas debaixo da água. Mais de 50 expedições submarinas em todos os cantos do planeta. Abriu 5 empresas de trajes submarinos, veículos para andar em grandes profundidades, etc. Fez um discurso bonito, empolgado e emocionante. Seu pedido para o TED: "Usar tudo o que estiver ao seu alcance, filmes, expedições, internet, publicidade, para criar um network mundial de áreas marinhas protegidas, criando hope spots grandes o suficiente para salvar e recuperar o oceano, coração azul do planeta." Foi muito aplaudida e logo de cara, na platéia uma produtora americana e um diretor indiano se ofereceram para produzir e filmar qualquer material que ela venha a precisar nesse projeto.
Prize Winner | José Abreu Talvez este tenha sido o motivo que me trouxe até o TED. Quem me conhece sabe a minha obsessão nesse último ano pelo brilhante maestro Gustavo Dudamel. José de Abreu é o maestro responsável pela criação do El Sistema, um programa de educação musical clássica (onde foi inventado o Dudamel) disponível para TODAS as crianças venezuelanas. Em qualquer cidade, vila, bairro, fim de mundo (que não devem ser poucos lá) tem uma escola do El Sistema. Se houver 1 único aluno, vai haver um professor. Esse programa hoje conta com 300 mil alunos regulares, fora os que desistem, ou nem se interessam. É uma visão tão romântica do mundo, que é impossível não se emocionar. Fez seu discurso gravado em espanhol, austero, solene e elaborado. Entrou na sequência via satélite de Caracas e fez seu TED wish: "Descobrir e desenvolver 50 jovens talentos apaixonados por música e justiça social (olha o Chaves!) nos EUA e no mundo." Uma missão artística e política ao mesmo tempo. Acho fácil.
Para fechar de forma sublime, Gustavo Dudamel entra ao vivo de Caracas com a Orquestra Jovem Simón Bolívar e rege um Mahler cheio de energia e força. Na sequência, marcou o TED para sempre com a clássica Danzón nº2 de Arturo Marquez , que eu sempre obrigo todo mundo a escutar no meu carro.
O auditório veio a baixo. Gente se abraçando, chorando. Aqui em Palm Springs e lá em Long Beach. TODO MUNDO de pé, aplaudindo por uns 5 minutos, sem parar. O Chris Anderson perdeu a voz, engasgou. Foi um daqueles momentos que nunca mais você esquece. E eu estava ali, vendo a história ser escrita. Que sorte.
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